
Globo - 23h
de 12 de janeiro a 19 de março de 1999
38 capítulos
minissérie de Lauro César Muniz
escrita por
Lauro César Muniz e Marcílio Maoraes
direção de Jayme Monjardim, Marcelo Travesso e Luiz Armando Queiróz
direção geral de Jayme Monjardim
Chiquinha Gonzaga foi considerado um sucesso em termos de audiência. O bom resultado com uma produção de época encorajou a Globo a ressuscitar as novelas de época do horário das seis, com Força de um Desejo. Após essa minissérie, o diretor realizou a super produção Terra Nostra. O diretor retornava à emissora depois de 11 anos de afastamento.
Junto com a saga da musicista revolucionária, seus amores e sua arte, a minissérie também abordou a luta da mulher para conquistar seu espaço na sociedade.

O autor dividiu a história em duas partes para contar a história da artista. A primeira, que se prolonga até o capítulo 19, passa-se no período compreendido entre os anos de 1863 e 1877, a etapa mais efervescente da vida de Chiquinha. Na segunda fase, ela já é uma compositora de sucesso, envolvida nos movimentos abolicionista e republicano.
As passagens de tempo são sugeridas por meio das recordações da própria personagem, que, aos 87 anos, asiste a uma burleta sobre sua vida, no palco do Teatro Municipal. Esse foi o artifício criado pelo autor para que Chiquinha fizesse um balanço de sua história.
Cada capítulo da minissérie terminava com algum astro da MPB cantando uma música do repertório de Chiquinha Gonzaga.

Para transformar Regina Duarte, então com 52 anos, numa senhora de 87, a produção foi buscar em Holywood o maquiador David Press, que utilizou máscara de silicone para simular o envelhecimento.
Destaque para Gabriela Duarte que mostrou seu talento ao interpretar Chiquinha na primeira fase.
Sinopse
A minissérie conta a vida da compositora Chiquinha Gonzaga que se casou com o autoritário Jacinto por causa da pressão de seu pai. Aos poucos, seu marido a afasta da música e a deixa triste. Cansada, se separa dele e vive uma relação de amor com João Batista, seu incentivador artístico. Chiquinha foi a primeira maestrina do século 19.